Estamos chegando ao fim da fase regular da NBA e quem acompanhou até aqui sabe que esta foi uma temporada tão legal de assistir como era nos anos 80 ou 90, extremamente competitiva, nenhum time jogou a toalha – ou seja, ninguém optou por “tankar” para obter melhores chances no draft” e vimos a história sendo escrita em muitos episódios.
Listados 6 motivos que fizeram esta temporada ser tão legal.

6 – DeMarcus Cousins e Anthony Davis juntos. Sim! O melhor pivô e o melhor ala-pivô da liga estão juntos no mesmo time. A franquia teve resultados ruins após a transação, é verdade, mas com a qualidade dos dois atletas é de se esperar que após alguns ajustes no estilo de jogo e a contratação de alguns role players para desenhar melhor o time, o New Orleans Pelicans se torne um das grandes potências da NBA. Também é muito divertido ver uma equipe indo na contra-mão da tendência “small Ball”. Porém, vale lembrar que embora os dois jogadores tenham força física e sejam dominantes no garrafão, nem de perto são pivôs clássicos, pois ambos conseguem jogar muito bem fora do garrafão tanto com arremessos do perímetro como atacando o aro.

5 – Ascensão de novas estrelas. Após duas temporadas lesionado, o calouro Joel Embiid faz finalmente sua estréia na NBA e deixa sua marca com médias superiores a 20 pontos por jogo, além de ser sempre um ótimo protetor de aro que intimida qualquer adversário. Infelizmente o pivô se lesionou mais uma vez e isso pode pegar negativamente na eleição do prêmio de melhor calouro da temporada. Já Giannis Antetokounmpo nesta temporada mostrou que de fato será um dos maiores nomes da NBA pelos próximos 15 anos, no mínimo. Kristaps Porzingis, no NYK, tomou o lugar de Carmelo Anthony como franchise player. Carmelo inclusive tentou ser negociado pela franquia inutilmente, já que ele tem a opção de No Trade Clause, o que deixou um mal estar entre dirigentes e jogadores. Karl-Athony Towns também confirmou nesta temporada as expectativas de maior jogador do Timberwolves e um dos melhores jogadores de garrafão da liga.

4 – Houston Rockets de James Harden. Sim, o time é dele. No estilo de jogo extremamente ofensivo de Mike D’Antoni, o ex-ala se tornou armador e simplesmente se tornou o melhor da liga na função. Também é o que tem mais turnovers,é verdade, mas isso se deve ao fato de estar a maior parte do tempo com a bola em mãos e tentar jogadas arriscadas, passes “fora da caixa”. O que na maior parte das vezes consegue e dá ao Rockets uma condição de time extremamente difícil a ser batido. Imagine o elenco de Houston sem o James Harden? Seria um time de final de tabela, com certeza. A capacidade do craque de tornar melhor quem joga ao seu lado – diferente de até então “apenas” a capacidade de ser uma máquina de pontuar – o coloca com um dos favoritos para o prêmio de MVP.

3 – Kawhi Leonard se tornar, de vez por todas, um dos 3 jogadores da liga. Com a aposentadoria de Tim Duncam ninguém esperava que o San Antonio Spurs mantivesse a mesma força das últimas temporadas, mas o técnico Gregg Popovich colocou nele a responsabilidade de fazer o jogo 1 contra 1, e a tarefa foi cumprida devido a excepcional habilidade do ala criar o próprio arremesso em praticamente qualquer lugar da quadra.
Enquanto o Spurs envelhece e seus principais jogadores estão em declínio – sendo Tony Parker o maior exemplo – Kawhi Leonard carrega o piano e ainda toca a música, deixando o Spurs praticamente empatado com o GSW na busca pela melhor campanha de toda a liga. É pouco? Não se assustem caso o ala de San Diego State seja eleito MVP.

2 – Russell Westbrook e a história sendo escrita. Um jogador pode jogar sozinho? Sim, a resposta é Russell Westbrook. Essa tática pode fazer do time um campeão? Não, e a posição do time na tabela responde. Aliás, ainda que o time se classifique para os playoffs não conseguirá uma boa posição, e uma vez que isto é um critério essencial para a eleição do MVP, está praticamente descartada a hipótese de Westbrook ser eleito o Most Valuable Player desta temporada. O que não diminuiu em nada o seu feito histórico de médias com triple double.

1 – A rivalidade criada entre Golden State Warriors e Cleveland Cavaliers, reforçada pela contratação do astro Kevin Durant, que fez o time ser amado ou odiado por quase todos que assistem a liga. Kevin Durant chegou e já assumiu o posto de principal jogador da franquia, colocando a dupla splash brothers como algo secundário. O ala se lesionou e sem ele em quadra o GSW caiu de produção as derrotas passaram a ser não tão raras quanto antes. Já LeBron James, por sua vez, vem tendo alguns dos melhores números da sua carreira, inclusive o credenciando como candidato ao prêmio de MV. Independente de lesões ou qualquer problema de elenco, LeBron James  sempre fará de seu time um forte candidato ao título. A expectativa criada por um confronto final entre os dois é algo que deixa a todos ansiosos pelo início dos playoffs.

AUTOR: Eduardo Murara