O Overtraining vem sendo um termo cada vez mais citado no meio esportivo. Tanto no meio esportivo de auto rendimento, bem como entre atletas amadores. Este termo denomina uma síndrome que ocorre quando se realiza uma atividade, exercício, físico além da capacidade de recuperação do seu corpo. As repercussões vão desde a ordem muscular, passando por problemas nas articulações, e podendo resultar em malefícios no sistema imunológico e no aspecto psicológico do atleta.

Segundo estudos, a síndrome de overtraining pode estar diretamente relacionada a uma estratégia de treinamento denominada como teoria da supercompensação, que fundamenta-se no princípio da sobrecarga progressiva.

“Essa teoria afirma que as reservas energéticas gastas durante o processo de contração muscular são refeitas ou repostas apenas no período de recuperação, ou seja, de descanso. Essa reposição, por sua vez, não é feita em proporção igual à condição anterior ao exercício, mas acima dessa condição, o que caracteriza o processo de supercompensação” (ROGERO, Marcelo Macedo; MENDES, Renata Rebello; TIRAPEGUI, Julio. Aspectos neuroendócrinos e nutricionais em atletas com overtraining. Arq Bras Endocrinol Metab, São Paulo , v. 49, n. 3, p. 359-368, June 2005. Available from <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-27302005000300006&lng=en&nrm=iso>.access on 24 Dec. 2016. http://dx.doi.org/10.1590/S0004-27302005000300006.)

As causas fisiológicas e metabólicas:

As causas fisiológicas e metabólicas: – Elevação do nível do cortisol (hormônio que quebra o tecido muscular para formaenergia); -Déficit proteico; – O catabolismo (reações de quebra de moléculas para produzir energia) supera o anabolismo (reações de síntese de substâncias); – Estresse no sistema nervoso central provocando distúrbios hormonais (ver coluna sobre a tríade da mulher atleta que eu escrevi para o site); – Tempo insuficiente para reparar os micro-traumas no músculo esquelético provocados pelo exercício.

Problemas que o overtraining traz aos atletas:

– Perda de condicionamento físico com perda de força e resistência; – Dor muscular persistente; – Sensação de fadiga crônica; – Elevação significativa da frequência cardíaca em repouso (este é um sinal

bem típico); – Mudança de humor com quadro de depressão e irritabilidade; – Queda da resistência imunológica; – Perda da qualidade do sono. (http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/guia/overtraining-e-seus-efeitos-cuidado-para-nao-exagerar-nos-treinamentos.html)

A forma de tratar esta síndrome é com redução drástica na carga de treino, além disto, com o advento cada vez maior de novos atletas amadores querendo aumentar seus rendimentos esportivos, mostra a grande importância de um treinamento com auxílio de um profissional qualificado, para propor cargas e intensidades adequadas para cada pessoa. Entre os profissionais, sempre devemos ressaltar a importância da participação de multiprofissionais, dentre eles os médicos, fisioterapeutas, educadores físicos, nutricionistas e psicólogos.

Com isto, terminamos as postagens do ano de 2016, desejando a todos parceiros um abençoado Natal e um 2017 repleto de realizações e alegrias, e sempre lembrando que o esporte é um grande caminho para melhorarmos nossa qualidade de vida e sermos cada vez mais felizes.

Forte Abraço, André P. Klamt